Regime de Caixa x Regime de competência

Regime de caixa x Regime de competência: entendendo as diferenças

Certamente, na rotina da empresa, você já deve ter escutado os termos “Regime de caixa” ou “Regime de competência”. Para quem lida no dia a dia com o trabalho burocrático das organizações, controle e planilhas, têm esses dois conceitos normalmente bem definidos. Mas, apesar de serem semelhantes e se complementarem, cada um tem uma função específica e conhecer exatamente qual é esta função é fundamental para a saúde financeira e o controle adequado da contabilidade.

Normalmente, para as organizações que possuem setor de contabilidade interno, diferenciar estes dois métodos não chega a ser uma preocupação. Mas quando a contabilidade é terceirizada, é função do contabilista orientar adequadamente a empresa ou o profissional responsável e ajudar no processo de trazer estes resultados ao conhecimento da administração.

O passo fundamental para compreender a diferença entre ambos conceitos é saber que existe diferença entre a questão contábil – que depende do regime de competência – e a questão financeira – que é baseada no regime de caixa. Para ajudá-lo a clarear as ideias, elaboramos este material simples e objetivo destacando as diferenças fundamentais entre os dois tipos de regime.

Competência: princípio de contabilidade

O regime de competência é baseado no princípio de contabilidade e é obrigatório para todas as empresas. É ele que será escolhido para reconhecimento de despesas e receitas. Desta maneira, uma venda a prazo, mesmo que sem o recebimento, já deve ser registrada no mês em que foi efetuada. Da mesma forma, uma despesa deve ser registrada de acordo com seus períodos contábeis.

Entre as vantagens do regime de competência, é preciso relevar que será possível perceber se a estrutura financeira da empresa está certa e se o modelo de negócio vale a pena. Assim, fica mais fácil observar se a produção ou a prestação de serviços está realmente gerando lucro suficiente para cobrir as despesas sem levar somente em consideração quando as receitas serão recebidas ou quando os custos serão pagos.

Caixa: o que entra e o que sai

 Diferentemente do regime de competência, o regime de caixa apenas reconhece os valores quando eles efetivamente saírem ou entrarem no caixa. Este método é utilizado para a movimentação de entradas e saídas de recursos e também para a Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC).

O financeiro da empresa utiliza o regime de caixa para contabilizar as receitas, custos, despesas e investimentos dentro do mês onde foram pagos ou recebidos. A vantagem é que ele demonstra exatamente o dinheiro que a empresa realmente possui em caixa. Isso é importante para gerenciar a liquidez do negócio.

Quando usar um ou outro?

Se a necessidade for medir os resultados da empresa, o recomendado é utilizar o regime de competência, pois ele, além de considerar as vendas efetuadas e as despesas realizadas, também considera a depreciação – no regime de caixa não é considerada. Dessa maneira, o Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE), um dos mais importantes relatórios de gestão, é confeccionado pelo regime de competência.

Contudo, o regime de caixa também é importante. É através dele que são elaborados os demonstrativos financeiros da empresa e que sabemos como está a saúde financeira da empresa.

Por fim, se pudéssemos resumir a principal diferença entre o regime de competência e o regime de caixa, é que no primeiro utiliza a data que a compra ou venda aconteceu e no segundo é considerada a data em que o dinheiro efetivamente entrou ou saiu do caixa.

 

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